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Pastor Clovis Torquato Junior


Eu nasci numa família cristã "de berço", pode-se dizer. Meus avós paternos e maternos eram todos cristãos, sendo que meu avô materno era pastor da Denominação Batista Brasileira. Tenho tios e primos pastores, meu pai é pastor... eu sou pastor... em minha família somos 17 pastores ao todo, incluindo aí aqueles que se agregaram à família pelo casamento. Cresci ouvindo falar "JESUS" e de Jesus. Jamais me desviei dos caminhos do Senhor. O tempo passou, fui chamado ao ministério, e graduei-me Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil em 1989, onde também graduei-me Mestre em Teologia em 1996. Neste mesmo ano graduei-me ainda em Licenciatura Plena em Língua e Literatura Inglesas, Pela Universidade Estadual de Feira de Santana.

Em janeiro de 1990, fui trabalhar no Seminário Teológico Batista do Nordeste, em Feira de Santana – BA. Ali fui Deão Acadêmico, professor na área de Novo Testamento e Grego, além de auxiliar no ministério pastoral em Igrejas da Convenção Batista Brasileira (CBB), em Feira de Santana.

Minha história, no entanto, começou a mudar em janeiro de 1995, quando fui ser Pastor Auxiliar do Pr. Rosevaldo de Araújo, na Igreja Batista da Avenida (CBB) em Feira de Santana. Ele, que era um dos líderes da renovação espiritual que deu início à Convenção Batista Nacional, estava agora pastoreando esta Igreja. Ele não podia ler com facilidade, e eu ia ler a Bíblia para ele, durante as tardes.

Até hoje não descobri ao certo porque eu precisava ler-lhe as Escrituras, porque ele as sabia de cor, e quando eventualmente eu dava uma pausa, ele imediatamente completava o texto.

Nestas tardes fui muito ministrado pelo poder de Deus, e este homem de Deus me mostrou o quanto eu estava longe do que Deus tinha a "derramar" na minha vida.

Durante estas tardes ele me levou a renunciar a muitas coisas, principalmente pecados que ainda me prendiam e pontos teológicos do método histórico-crítico. Ele fazia isto orando por mim. Eu não entendia direito porque ele tinha aquela reação, quando às vezes eu expunha meu ponto de vista sobre a Bíblia. Mas ele era enérgico, e me punha de joelhos, orava sobre minha cabeça, fazendo-me declarar verdades nas quais ele cria e renunciar a alguns conceitos que para mim eram normais, mas para ele distorcidos.

Num destes momentos tive minha primeira experiência espiritual, em junho daquele ano, enquanto ele orava por mim.

Tive uma visão. Vi-me no centro de um bolo de cordas muito grossas, e elas iam estourando todas (de fora para dentro) até as últimas que prendiam meus braços ao peito e pernas. Senti um formigamento em todo o corpo e caí. Dali pra frente tudo começou a mudar.

Em junho de 1997, dois anos depois daquela tarde de 1995, eu estava orando para receber o "dom de línguas" (desde o mês de maio orava pedindo isto a Deus). A resposta à minha oração aconteceu enquanto eu orava solitário em meu Gabinete Pastoral, em Itaberaba – BA, onde eu era pastor.

Desde a manhã eu estava orando em meu gabinete pastoral e já era de tarde, quando, de repente, minhas palavras "embolaram" e não conseguia falar distintamente português, como eu estava orando.

Tentei retomar o ritmo das palavras em português, mas foi inútil. Todas as vezes que eu abria a boca, falava uma língua que eu não conhecia.

Eu sou formado em "Letras" pela Universidade Estadual de Feira de Santana, e naquele momento eu sabia que as minhas palavras não eram uma língua vernacular de algum grupo social conhecido.

A princípio fiquei perturbado. Logo Deus falou comigo: "Filho, recebeste o dom de línguas que vens me pedindo". Descansei. E passei a fluir no dom.

Eu precisava entender o que havia acontecido comigo. Desde aquela tarde de 1995, naquele Gabinete com o Pr. Rosevaldo onde tive a visão do bolo de cordas, até aquele momento em que eu estava falando em línguas, muita coisa havia mudado em minha vida.

E principalmente depois deste acontecimento. Nos anos que se seguiram a 1997 passei a ouvir a voz de Deus e a conversar com Deus, tive cinco arrebatamentos de espírito, minha visão do mundo espiritual foi aberta e eu via anjos e demônios, fazia batalha espiritual vendo os espíritos do mal, expulsava demônios, tinha passado por dois processos de libertação e já operava neste ministério. Os milagres estavam fluindo através de minhas mãos: surdos ouviam, aleijados da coluna andavam, milagres tremendos que nem eu acreditava no que via.

Eu me perguntava: como fora crente tantos anos, sem nunca ter ouvido a voz de Deus? ...sem nunca ter "orado em línguas"? ...sem nunca ter tido uma visão do mundo celestial? ...sem nunca ter sido arrebatado? ...sem conhecer o poder de Deus? Neste processo foi muito importante a participação dos irmãos da Igreja Batista Missionária de Feira de Santana.

Destaco, no entanto, o Pr. João Batista da Silva, presidente da Igreja e meu amigo, além das irmãs Darci e Selma, duas servas do Deus Altíssimo que me desvendaram e explicaram os segredos do mundo espiritual.

Mergulhei na Palavra de Deus para saber se as minhas experiências tinham bases firmes na Bíblia, ou se eu estava sendo enganado por algum demônio.

Pedi a Deus que falasse comigo através da sua Palavra, e que a sua Palavra me convencesse de que eu era batizado no Espírito Santo, que o dom de línguas era real, e que o poder do Espírito Santo era o poder que estava operando em minha vida, o poder que estava gerando todos aqueles milagres que eu via acontecer.

Hoje vivo uma experiência tão especial de renovação, de milagres, de sobrenatural